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Nesse semestre nós, alunos da Universidade Metodista, tivemos que fazer um trabalho de assessoria de imprensa para qualquer organização não-governamental de nossa escolha. Nosso grupo escolheu a Associação Comunitária Monte Azul, e para nossa surpresa descobrimos que a criadora da ONG, a alemã Ute Craemer, foi indicada para o prêmio da revista Cláudia de "Mulher do Ano" de 1997. Para nós é um orgulho ter trabalhado com uma entidade tão correta, e que faz há alguns anos um trabalho sério na favela Monte Azul, e em outras comunidades. A história de Craemer, nos faz refletir a atual situação do Brasil, principalmente da cidade de São Paulo, e também nos faz admirar o trabalho dessa alemã que tanto fez e ainda faz pela comunidade da favela Monte Azul.

Finalista do Prêmio Cláudia em 1997

     

Ute Craemer 
Área de atuação: Educação e ação social
Profissão: Pedagoga 
Lugar onde trabalha: Associação Comunitária Monte Azul - São Paulo (SP) 
Idade: 59 anos

Nas duas últimas décadas, o trabalho da Acoma - Associação Comunitária Monte Azul -, entidade criada pela pedagoga alemã Ute Craemer em 1979, tem mudado para melhor a vida dos moradores de três favelas da Zona Sul de São Paulo. Os maiores e mais antigos frutos estão na favela Monte Azul, onde hoje vivem cerca de 3 800 pessoas. Na favela Peinha moram mais 1 800. Outra extensão do projeto funciona no bairro Horizonte Azul, com cerca de 12 000 habitantes, onde a Acoma atua junto aos mais pobres. O objetivo que norteia todas as atividades é proporcionar oportunidades, principalmente por meio da educação, da cultura e da saúde, para que pessoas não privilegiadas possam se desenvolver nos planos material, social e espiritual, capacitando-as para agir conscientemente.

No meio da década de 70, Ute Craemer dava aulas em uma escola próxima à favela Monte Azul. Aceitando o convite das crianças da favela, foi conhecer o lugar onde moravam. A partir daí, propôs que os alunos de sua escola, de classe média alta, ensinassem os vizinhos da favela a ler e escrever. Depois desse primeiro contato, bem-sucedido, ela construiu uma escola na favela, com doações de moradores do bairro. Daí nasceu a Acoma. "O que diferencia a Acoma da maioria das entidades do gênero é que ela nasceu dentro da comunidade, tornando-se seu espelho. Disso vem sua credibilidade", avalia Dilson Wrasse, que acompanha o trabalho de Ute como assessor da Amencar - Amparo ao Menor Carente -, entidade gaúcha que dá apoio financeiro ao projeto há cerca de 15 anos.

Nesta época, Ute Craemer morava num bairro perto da favela e era professora de uma escola de classe média alta. Na linha pedagógica seguida pela escola, o professor acompanha os mesmos alunos até a 8ª série, formando-os não só intelectualmente, mas moralmente. A pedagogia antroposófica é uma linha educacional que valoriza o ensino das artes e a formação de princípios éticos que permitam desenvolver nas crianças a capacidade de discernimento. "Nunca me senti à altura de tanta responsabilidade", diz a pedagoga. "Tem alguma coisa para dar?", perguntavam-lhe diariamente as crianças da favela vizinha que batiam no seu portão. Conversando com elas, a professora logo viu que além da falta de recursos materiais, aquelas crianças também tinham "fome de muitas outras coisas". Um dia aceitou o convite de uma delas e foi conhecer a favela sem nome onde aquelas crianças moravam. Assim Ute registrou na época sua primeira impressão do lugar: "Era uma lameira só, os barracos todos construídos com restos de tábuas, um amontoado em cima do outro, e nas vielas escorria o esgoto". Logo as crianças não iam mais à casa de Ute apenas para comer, mas para pintar, desenhar e brincar no quintal, que aos poucos ia ficando pequeno. Um dia, após trocar idéias com a mãe de uma das alunas da escola Rudolf Steiner, onde trabalhava, Ute propôs a sua classe que ajudasse as crianças da favela. O entusiasmo foi imediato e ali mesmo começaram as idéias: argila, excursão, ensinar a ler e escrever. A pedagoga acreditava que isso seria bom para as crianças pobres e também para os seus alunos de classe média alta, que poderiam repassar um pouco do que haviam aprendido nos sete anos de escola. Ela acreditava que a convivência destas crianças, vindas de realidades sociais tão diferentes, contribuiria para despertar nelas a consciência de que vivem em um mundo onde a atitude de compartilhar o que se tem deveria ser essencial para a noção de humanidade. A idéia deu certo, cresceu e Ute começou a pedir dinheiro para construir uma escolinha para as crianças pobres. "Passei vergonha, mas pedia de casa em casa", recorda-se. A pedagoga escreveu tantas cartas solicitando ajuda que ela acabou vindo de um lado totalmente inesperado. Um advogado alemão de nome Luchterhandt leu uma das cartas que ela enviara para uma organização interessada em projetos no terceiro mundo e mandou-lhe dez mil marcos. O que fazer com o dinheiro? Foi então que ela criou a Acoma.      

Fonte:     http://premioclaudia.abril.com.br/1997/craemer.html                                                



 Escrito por Guilherme às 09h15
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  ONG AJUDA FAVELA A SE DESENVOLVER

Neste último post falarei da ONG Monte Azul, na qual desenvolvi estudos para a realização de um projeto de assessoria de imprensa para o curso de jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo. A missão da Monte Azul é proporcionar oportunidades para as pessoas não-privilegiadas se desenvolverem material, social e espiritualmente, estimulando-as a agir conscientemente com liberdade.

A Associação Comunitária Monte Azul realiza trabalhos sociais em algumas comunidades carentes da zona sul de São Paulo. A área de atuação é na favela Monte Azul, na região do Campo Limpo, e se expandiu, em 1983, para a favela da Peinha e o bairro Horizonte Azul. O objetivo da organização, que conta com profissionais das mais diversas áreas, é desenvolver a educação, a cultura, a saúde e o social.

Todo o processo é dividido em etapas: dos 0 aos 7 anos, as crianças ficam nas creches, que oferecem um ambiente educativo que favorece o desenvolvimento por meio de brincadeiras e do estímulo à força de vontade; entre 7 e 14 anos, procura-se desenvolver nas crianças o senso moral e estético, a criatividade e o companheirismo, além do reforço ao aprendizado escolar; e a partir dos 14 anos, os jovens são apresentados ao mundo do trabalho em oficinas de marcenaria, reciclagem de papel, reciclagem de móveis, entre outras, além de freqüentarem aulas de informática e cidadania.

O contato com a arte, o desenvolvimento sensível e a expressividade são fundamentais para vida de crianças carentes, e a ONG trabalha com isso também. Nos três núcleos são oferecidos para crianças, jovens e adultos, cursos de violão, teatro, hip hop, dança, ioga, coral, capoeira, flauta, violino, línguas, entre outros. Na área da saúde são feitos, nos três núcleos, atendimentos ambulatoriais em diversos campos da saúde e odontologia.

Tode esste tipo de colaboração, quando feito em favelas, só ajuda a diminuir a violência, o consumo de drogas, além de ser o primeiro passa para inserir socialmente essa população carente.



 Escrito por Caio às 08h40
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A reportagem abaixo conta um pouco da história do repórter Carlos Cavalcante, 46 anos, do Cidade Alerta da Rede Record, que até seus 18 anos, viveu numa favela e teve que abdicar da infância para trabalhar. Contudo, venceu a pobreza, a fome, a falta de perspectivas e os próprios limites para se tornar um dos maiores jornalistas da televisão brasileira.

Este é o tipo de brasileiro para se dar o exemplo. Saiu de uma vida de muitas dificuldades, competiu com gente mais bem favorecida socialmente, e está no ótimo lugar que está.

A competição do mundo capitalista gera muitas vezes disputas desiguais. Uma pessoa com baixo grau de escolaridade que não tem condições de ter um ensino melhor, contra um filho de empresário, que tem condição de um ensino melhor, por exemplo. Porém, há exceções que devem ser sempre muito elogiadas. Uma destas é o grande Carlos Cavalcante. 

 

 

 

 

O apresentador Carlos Cavalcante atribui a Deus suas vitórias

 

Agência Unipress Internacional
Por Eliana Garcia

Quem vê o repórter Carlos Cavalcante, 46 anos, do Cidade Alerta da Rede Record, não imagina que, durante muitos anos, ele sequer tinha motivos para rir. Até seus 18 anos, viveu numa favela e teve que abdicar da infância para trabalhar. Porém, venceu a pobreza, a fome, a falta de perspectivas e os próprios limites para se tornar um dos maiores jornalistas da televisão brasileira.


Cavalcante nasceu e foi criado num barraco na favela do DER (Departamento de Estradas e Rodagens), uma das maiores de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Aos 6 anos, começou a trabalhar para ajudar a mãe, que era lavadeira de roupa. Seu irmão mais velho tinha Doença de Chagas e o pai não podia ajudar no sustento doméstico por conta de um acidente que havia sofrido. Até os 14 anos, fez de tudo um pouco. Foi engraxate, fez carreto em feira e, ironicamente, vendeu jornais. Entretanto, nunca deixou de estudar. Autodidata, começou a ler com 5 anos. O gosto pela leitura era tamanho que recolhia livros e revistas no lixo. “Lia-os à noite, à luz de vela e candeeiro, porque não tinha energia elétrica em casa.”


Mas a falta de recursos não tirou do jornalista o desejo de ser bem sucedido. Aos 14 anos, descobriu que poderia mudar de vida praticando atletismo. “Os treinadores diziam que eu não seria campeão. Quando comecei, tinha três tipos de vermes, era muito magro e desmaiava nos treinos porque não tinha o que comer”, lembra emocionado. Ele, porém, não desistiu, e com 21 anos já havia conquistado vários títulos no Brasil e no exterior.

O pontapé na carreira esportiva aconteceu depois que recebeu o patrocínio de uma grande rede de lojas de eletrodomésticos, através da campanha Adote um Atleta. Aos 17 anos, prestou vestibular para Educação Física, se formou e foi trabalhar na Prefeitura de São Paulo. Paralelamente, fazia serviços sociais.


Um ano depois, saiu da favela e foi morar na capital. De uma só vez, ele perdeu seus três empregos e a única saída foi morar dentro de um carro velho, no Parque do Ibirapuera. “Tudo o que eu tinha estava num porta-malas. Minha família não podia me socorrer porque era muito pobre. Aliás, era eu quem a ajudava. Tomava banho no parque e aparecia na casa dos amigos na hora do almoço para poder me alimentar”, conta.

Apesar de tanta precariedade, o então jovem – que, a essa altura, já estava formado em Educação Física – não desistiu de concluir a segunda faculdade. Graças à uma bolsa de estudos, tornou-se jornalista. Nesse meio tempo, mudou de endereço – trocou o carro por um cortiço na região central de São Paulo – e conseguiu o primeiro emprego na televisão. Ele tornou-se integrante da equipe do locutor esportivo Luciano do Valle. Posteriormente, foi para outra emissora e, finalmente, para a Record, onde se solidificou como profissional.

Fonte:  Revista Plenitude

http://www2.arcauniversal.com.br/arcanews/integra.jsp?cod=41297&codcanal=36



 Escrito por Conrado às 22h28
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Essa reportagem saiu na revista interna do clube "A Hebraica" de São Paulo. Trata-se de uma um trabalho jornalístico realizado em Israel, terceiro maior produtor de armas do mundo. O jornalista dessa matéria foi até a principal indústria bélica do país, para saber o porquê de todo esse sucesso do armamento israelita.

Os traficantes das favelas brasileiras, segundo o autor, têm as armas fabricadas em Israel, principalmente a metralhadora "Uzi", como a mais procurada. Infelizmente muito dessas armas entram no Brasil, e em outro países do mundo, com maior número nos Estados Unidos, ilegalmente.

 

A Queridinha dos Traficantes

 

Israel transformou-se em 2003 em um dos maiores exportadores mundiais de armamentos. Segundo a revista norte-americana Defense News, o Estado judeu é hoje o terceiro maior comerciante mundial de armas – atrás apenas dos Estados Unidos e Rússia. Visitei recentemente uma das maiores indústrias de armas do país, a IMI (Israel Military Industries), uma gigantesca estatal com fábricas espalhadas por todo o país e quatro mil funcionários. Talvez o leitor não conheça a IMI, mas certamente já ouviu falar de alguns de seus produtos, como a submetralhadora Uzi ou o míssil Arrow.

O diretor do setor de desenvolvimento de armas leves da IMI, Zalman Shebs, esperava a reportagem da revista Hebraica em sua sala de visitas decorada com dezenas de pistolas, fuzis e metralhadoras. O departamento é responsável, entre outras coisas, pela criação da famosa submetralhadora Uzi. Ele mostra uma foto do atentado contra o presidente Ronald Reagan em 1981 e aponta, orgulhoso, um dos guarda-costas armado com uma Uzi.

Se no passado os fabricantes da Uzi se preocupavam em mirar contra terroristas e criminosos, na atual economia globalizada os inimigos são outros. "Hoje existem várias imitações ilegais da Uzi circulando pelo mundo e é difícil acabar com elas", diz Schebs. Quando pergunto como a submetralhadora israelense chega às favelas brasileiras, onde costuma ser a "queridinha" dos traficantes de drogas, Shebs responde que algumas delas devem ser versões piratas. Outras, acredita, devem ter sido contrabandeadas ou roubadas. Ele ressalta que a IMI não tem o total controle da produção da Uzi pois muitas são fabricadas sob licença na Bélgica e Croácia e, portanto, a fábrica israelense só pode se responsabilizar pelas armas que saem das dependências de Hertzlia. "Além do mais, todas as nossas vendas são controladas pelo governo", diz.

Fonte: Revista "A Hebraica" - FEV/2004

 

 

 



 Escrito por Guilherme às 22h18
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Na Zona Leste, 3 CEUs estão com os serviços de limpeza parados. Por causa de uma greve de funcionários que estão sem receber salários a quase dois meses. A falta de limpeza já é visível nas escolas, ou seja, temos crianças sujeitas ao contato a sujeira.

Se a situação nestes 3 CEUs está assim, fica a dúvida, se também seria assim os CEUs Saúde, que foram muito comentados no período de propaganda eleitoral. Com um novo prefeito em São Paulo no ano que vem, esta pergunta dificilmente será respondida. Infelizmente ou não, só o futuro irá dizer.

 

Funcionários param serviços de limpeza em 3 CEUs da Zona Leste

DANIELLE BORGES



Sem receber salários há dois meses, empregados terceirizados cruzam os braços. Sujeira já é visível nas escolas. Prefeitura promete resolver isso logo

 

Por falta de pagamento, os serviços de limpeza em três Centros Educacionais Unificados (CEUs) — Rosa da China, São Rafael e São Mateus —, todos na Zona Leste de São Paulo, estão parados. O atraso já dura quase dois meses e os funcionários prometem manter a paralisação até que a questão seja resolvida. Hoje, eles pretendem realizar protesto diante do Palácio do Anhangabaú, sede da Prefeitura.

 

A Qualitécnica, empresa contratada pela Prefeitura para realizar as atividades nas três unidades, atribui os atrasos à falta de pagamento da administração municipal. Segundo Sadrake Augusto Lopes, diretor comercial da empresa, o atraso já dura quatro meses. “Por dois meses nós conseguimos bancar os salários dos nossos funcionários, mas agora não dá mais”, disse.

 

Fonte: Diário de S.Paulo (25/11/04)

 

http://www.diariosp.com.br/



 Escrito por Conrado às 20h06
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Em 160 dos 645 municípios do Estado, as pessoas vivem em áreas de risco de pobreza. E na capital, 10% da população vive em áreas onde há risco de pobreza. Estes números são do Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS), desenvolvido pelo Seade.

As áreas que possuem alto nível de pobreza são as áreas onde há pessoas com baixas renda e escolaridade. Pouco acesso à informação. Esta desigualdade pode ser diminuída com investimentos na área de educação visando a inserção destas pessoas, em ensino de qualidade, que ajude na formação social.

25% das cidades têm muita pobreza

Toda a população de 160 dos 645 municípios do Estado vive em áreas de risco de pobreza -ou seja, regiões que concentram moradores com baixa renda e escolaridade. Os números são do Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS), desenvolvido pelo Seade.

Isso não significa, entretanto, que todos os moradores dessas cidades estão em situação de pobreza. Para fazer a pesquisa, os técnicos do Seade usaram dados do Censo Demográfico 2000, do IBGE. As informações foram divididas em setores censitários -grupos de cerca de 300 domicílios. As famílias foram analisadas de acordo com dados sobre grau de escolaridade e renda, número de crianças e idade dos chefes de família.

De acordo com o perfil da maioria das famílias, os "setores censitários" foram divididos em seis grupos de vulnerabilidade social: nenhuma vulnerabilidade, vulnerabilidade muito baixa, baixa, média, alta e muito alta. Nos municípios incluídos nos primeiros grupos, os moradores têm alto índice de renda e escolaridade e nos últimos, eles têm pouca formação e estariam mais suscetíveis à pobreza. Segundo o estudo, na capital, 10% da população vive em áreas onde há risco de pobreza. 

 

Fonte: Folha Online (25/11/04)

 

http://www1.folha.uol.com.br/agora/spaulo/sp2511200402.htm



 Escrito por Conrado às 19h12
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Além do caos que a cidade de São Paulo enfrenta, uma nova notícia, dada hoje pelo veículo de comuicação "Folha Online", apareceu para preocupar mais os cidadãos da capital. Foi declarado pela Cetesb (Companhia de Tacnologia e Saneamento Ambiental) estado de atenção devido à alta concentração de ozônio nas em algumas regiões de São Paulo. Graças a isso a população corre riso de ter problemas respiratóris e irritações nos olhos. A Cetesb ainda recomenda que não se faça exercícios físicos entre os horários das 13 às 16 horas.

Alta concentração de ozônio deixa regiões de SP em estado de atenção

A Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental) declarou nesta quarta-feira estado de atenção nas regiões da Mooca, do Ibirapuera e de São Miguel Paulista, em São Paulo. O motivo é a alta concentração de ozônio, que está acima dos padrões estabelecidos pela Legislação Ambiental.

A qualidade do ar não deve melhorar nessas regiões na quinta-feira já que, segundo a companhia, as condições meteorológicas são desfavoráveis à dispersão desse poluente.

A Cetesb recomenda que a população evite a prática de exercícios físicos das 13h às 16h, horário em que o sol é mais forte e propicia concentração ainda maior do ozônio.

Fonte: Folha Online 24/11/2004

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u102273.shtml



 Escrito por Guilherme às 19h40
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Como será que os jovens de São Paulo enxergam a periferia da cidade? A resposta para esta pergunta pode estar no projeto “Olhar São Paulo”, da ONG ImageMagica. A iniciativa conta com a participação de cerca de 800 adolescentes que foram convidados a fotografar alguns bairros carentes da capital paulista.

É esse o tema do texto abaixo, retirado do site www.universiabrasil.net. O projeto se torna muito importante pois gera uma integração entre jovens que estão acostumados a circular por bairros ricos aos que quase nunca saem da periferia. DesTa forma, quebra-se uma série de preconceitos como os de que na favela só existem criminosos e traficantes.

            A iniciativa, que teve suas imagens expostas nas estações de metrô da capital, também é um importante passo para alertar sobre as condições das regiões distantes do centro e pode quebrar barreiras sociais existentes na cidade. O mais importante de tudo é que só quando se conhece a cidade em que se vive é que se torna possível mudá-la e melhorá-la.

 

Eles também são a metrópole

Exposição revela uma São Paulo vista pelos olhos de jovens da periferia

 

"As pessoas pensam que a cidade de São Paulo é só o Centro, onde há os edifícios históricos, e esquecem dos bairros da periferia", indigna-se a estudante do Ensino Médio Juliana Fonseca Martins, de 18 anos. "Também somos parte da metrópole", acrescenta Sheila Ferreira Trombini, 21 anos. Movidos por esse sentimento, elas e mais cerca de outros oitocentos jovens saíram pelas ruas dos bairros mais carentes do município para fotografar uma realidade que poucos conhecem. No fundo, nem eles mesmos. O resultado do trabalho foi intitulado de "Olhar São Paulo".

A percepção dos problemas da cidade é exatamente o que norteia o projeto da ONG ImageMagica, do qual a exposição "Olhar São Paulo" faz parte. Isso porque esse é o primeiro passo para que os jovens envolvidos tomem consciência de seus direitos e deveres como cidadãos. "Fiquei com vontade de ajudar a mudar Brasilândia. Está em nossas mãos fazer isso", reconhece Éder.

FOTOS DO PROJETO:

 

foto: Abrahão Queiroz da Silva

 

foto: Denise Bispo Costa

www.universiabrasil.net



 Escrito por Caio às 16h35
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O texto abaixo da Folha Online mostra que a Secretaria Estadual de Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo pretende reunir em uma mesma unidade, pelo menos 100 dos infratores que estão na Febem (Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor), tem mais de 18 anos e são reincidentes graves.

            A notícia é boa, pois deste modo a atenção para estes, que são considerados o perfil dos infratores que estimulam novas rebeliões, será maior.

            O ruim da notícia é o fato de que segundo o coordenador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves, esta medida já existia em um artigo do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) mas nunca havia sido cumprida.

            É sempre oportuno lembrar, que se tivéssemos mais pessoas empenhadas, realmente ligadas aos problemas e com a gana de tentar resolvê-los, muitos setores da nossa sociedade seriam beneficiados. E artigos como este seriam cumpridos desde o início. Nunca esquecido.

Febem anuncia criação de unidade direcionada já prevista em estatuto


A Secretaria Estadual Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo divulgou nesta terça-feira um projeto que pretende reunir, em uma mesma unidade, pelo menos cem dos infratores que estão sob custódia da Febem (Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor), têm mais de 18 anos e são reincidentes graves.

Segundo o secretário Alexandre de Moraes, este é o perfil dos adolescentes que estimulam a eclosão de novas rebeliões. Nesta unidade, além de maior vigilância, também haveria mais atividades educativas e esportivas.

Entretanto, o coordenador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves, afirma que não se trata de uma novidade. "A medida está prevista no artigo 123 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), mas nunca havia sido cumprida" diz.

O artigo prevê que a internação de menores infratores deve ocorrer "em entidade exclusiva para adolescentes" e que obedeça uma "rigorosa separação por critérios de idade, compleição física e gravidade da infração". Além disso, está garantida a promoção de atividades pedagógicas durante todo o período --inclusive para aqueles que o cumprem em caráter provisório.

Pelo menos 180 internos que atendem estes requisitos teriam sido mapeados pelos diretores das unidades. A intenção é que parte dos R$ 30 milhões que devem ser destinados à instituição no ano que vem seja usada na construção de outra unidade que atenda exclusivamente os cerca de 80 restantes.

 

Fonte: Folha Online (24/11/04)

 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u102236.shtml



 Escrito por Conrado às 09h26
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Para quem pensava que a desigualdade social existente no país se encontrava dentro das grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, está enganado. Segundo a pesquisa abaixo feita pela PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) os maiores índices de pobreza se encontram nos pequenos municípios localizados no interior do país.

Muitas vezes, nós que moramos na cidade grande esquecemos da grandeza de nosso país, e praticamente ignoramos o lado mais escuro de nossa nação. Não são favelas e morros somente que vivem em situações precárias, existe no Brasil pessoas em estados piores e até mesmo em situações que não tem mais salvação. Não podemos ignorá-los!

Desigualdade é maior dentro das cidades
Maiores diferenças de renda do país não estão entre Nordeste e Sudeste, como geralmente se supõe a respeito dos desníveis sociais

Quando se fala em desigualdade social no Brasil, a imagem clássica que logo vem à cabeça é uma das mais famosas cenas cariocas: o morro e o asfalto, a pobreza das favelas em contraste com os luxuosos edifícios avenida Atlântica. Mas o clichê, no caso, não exprime a complexidade das diferenças de renda no país. Os maiores desníveis não se encontram no Rio de Janeiro ou em São Paulo, nem sequer entre os Estados do Nordeste e do Sudeste do Brasil. A iniqüidade é maior, proporcionalmente, dentro das cidades, e em municípios pobres do interior do país.

Medindo a desigualdade pelo Índice de Gini, por exemplo, os piores resultados estão nas amazônicas Jutaí e São Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas, ambas com índices superiores a 0,8. Apesar disso, são municípios muito pobres. Os jutaienses, por exemplo, têm uma renda per capita média de apenas R$ 60,79 (Censo 2000), uma das mais baixas do país.

Pode-se trocar o termômetro que o resultado não será muito diferente. Outra medida clássica de desigualdade é a razão entre a renda média dos 10% mais ricos e a dos 40% mais pobres. Também por essa medida, as cidades campeãs de desigualdade são pequenas localidades do interior, como a potiguar Japi, a tocantinense Goiantins ou a baiana Botuporã.

Tomem-se as diferenças entre dentro das unidades da Federação. Nenhum indicador apresenta desigualdades tão grandes quanto as encontradas dentro dos municípios. O pior índice de Gini é o de Alagoas, de 0,691, mesmo assim está muito abaixo do de Jutaí (0,81). A maior diferença entre a renda dos 10% mais ricos e a dos 40% mais pobres está no Amazonas: 46,3 vezes. Mesmo entre as UFs, as diferenças são bem menores. A renda per capita do Distrito Federal, a maior do país, 5,5 vezes maior do que a do Maranhão (a menor).

 Fonte: PNUD - www.pnud.org.br



 Escrito por Guilherme às 21h33
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Moradia para toda a população é um problema que todo conglomerado urbano tende a enfrentar. A cidade de São Paulo não é diferente. Foi criado utimamente uma nova classe dos sem-teto, a Frente de Luta por Moradia. Eles reividicam como todas os outros gurpos de sem-teto, um lugar para morar. A principal reclamação do grupo é a falta dos 2/3 restantes das 180 mil moradias que o Governo Federal prometeu até 2003, no Plano Plurianual 2000-2003.

É lamentável ver que muitas pessoas precisam lutar para obter um lugar para viver. Tanto no campo, como na cidade, a situação é a mesma: famílias que somente querem uma oportunidade de terem dignidade novamente, poderem ser seres humanos como todos os outros "privilegiados".

Nos últimos 15 dias milhares de sem-teto, organizados na Frente de Luta Por Moradia, realizaram nove ocupações em prédios vazios do Centro de São Paulo. Foram ocupados oito edifícios na madrugada do dia 1º e o prédio da Caixa Econômica Federal, localizado na Praça Roosevelt, no dia 8. A polícia, em alguns casos usando a Tropa de Choque e violência, desalojou três ocupações no dia 1º e negociou a saída dos sem-teto do prédio da Rua Rego Freitas no dia 11. Quatro imóveis continuam em mãos dos sem-teto.

A Frente de Luta Por Moradia é uma novidade. Ela reúne o Movimento dos Sem-Teto do Centro, o Movimento de Moradia da Região Centro, os movimentos Sudeste, Campo Alegre e Casarão Bresser, entre outros. Suas principais demandas estão dirigidas ao Governo Estadual, que deveria destinar 1% da arrecadação do ICMS à moradia popular (em 2003 seriam mais de R$ 500 milhões), mas não entregou nem 1/3 das 180 mil moradias prometidas no Plano Plurianual 2000-2003.

O Censo de 2000 identificou 420.327 domicílios vazios e ociosos na Capital. No Centro, são quase 20 mil domicílios vazios. O número de favelados evoluiu de 1,2 milhão em 1990 para 2 milhões em 2000. O número de cortiços também aumentou. As moradias precárias nas periferias (áreas não urbanizadas) cresceram assustadoramente.
A população de rua atinge quase 15 mil almas.

Diário de São Paulo - 16 de novembro de 2004



 Escrito por Guilherme às 20h51
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  O DRAMA DA FEBEM

            Repetidamente a imprensa divulga os abusos que são cometidos contra menores infratores dentro da Febem. Teoricamente, Febem significa Fundação para o Bem Estar do Menor. Isso teoricamente. Na pratica não existe bem estar para menores dentro destas instituições.

            No início deste ano de 2004, por exemplo, uma série de ONGs que defendem os direitos humanos tentaram interditar a unidade de Tatuapé. Isso ocorreu pois uma comissão das entidades defensoras dos menores visitou a unidade e lá encontrou extintores de incêndio vencidos, menores machucados, há dias sem banho e com doenças de pele, incluindo sarna.

            Como se não bastasse, jovens chegaram a reclamar para seus familiares que eram obrigados a se sentar voltados para a parede o dia inteiro e a permanecer em silêncio. Também eram proibidos de deixar as celas para ir ao banheiro e espancados se molhassem as roupas. Segundo um comunicado da Anistia Internacional, dois adolescentes também teriam sido ameaçados de espancamento até a morte caso se queixassem dos abusos.

            É assim que temos “recuperado” os jovens que já são excluídos socialmente e acabam praticando delitos. Como eles serão ao sair desses centros?

 

www.midiaindependente.org/. ../05/26368.shtml



 Escrito por Caio às 18h44
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            O texto a seguir, do jornal “O Estado de S. Paulo”, mostra como alternativas ligadas ao esporte, a educação e a cultura são eficazes para diminuir a violência nas periferias. A reportagem aborda a queda nos índices de violência de alguns bairros após terem suas escolas abertas em finais de semana para pratica de atividades educativas. Os dados apresentados pela matéria reforçam a tese de que a falta de opções de lazer e cultura é uma das grandes causas de tensão para jovens moradores de periferias. Percebe-se também como o jovem responde positivamente quando encontra na comunidade um espaço destinado ao lazer para passar o tempo com os amigos, parentes e etc.

            Segundo a matéria, o governo gasta apenas 1 Real para manter cada aluno nas escolas nos finais de semana, ou seja, muito menos do que seria gasto para recuperar um adolescente que, por não ter um bairro adequado para crescer, se torna violento e agressivo.

Escola aberta no fim de semana reduz violência

David Moisés - www.estadao.com.br

São Paulo - Escolas públicas que abrem seus portões à comunidade nos fins de semana estão vencendo a violência e o vandalismo e seus alunos estão aprendendo muito mais, segundo pesquisa da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

“Constatamos, empiricamente, que uma política preventiva como essa, de baixo custo, é melhor do que qualquer política repressiva contra a violência nas escolas”, disse ao Estado o representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein. Manter uma escola aberta no sábado e no domingo custa, segundo Werthein, apenas mais R$ 1,00 por aluno ao mês, incluindo o pagamento de horas adicionais a professores e diretores. “É um pequeno investimento, que tem retorno alto e gera uma poupança significativa”, calcula ele.

Os ganhos não estão somente no melhor rendimento dos alunos durante a semana, mas também no caixa das escolas e do governo, que deixam de gastar com repetentes - liberando as vagas para novos alunos -, com consertos e reformas de instalações danificadas pelo vandalismo e com sistemas de segurança.



 Escrito por Caio às 18h11
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            A matéria abaixo foi retirada do site da prefeitura de São Paulo e mostra a visão da atual prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, sobre a exclusão social. Segundo a prefeita, sua maior contribuição para diminuir a exclusão social foi a criação dos CEUs (Centros Unificados de Educação), que levaram para dentro das periferias a união de educação, esporte e cultura.

            Quem já teve a oportunidade de visitar um dos CEUs feitos pela prefeitura sabe que lá é possível encontrar uma série de atividades esportivas e culturais além de espaços destinados ao lazer. No período noturno, o CEU pode ser utilizado para cursos de iniciação profissional de jovens e adultos, o que mostra sua função de inserção social.

 

Prefeita defende políticas de combate à exclusão social e cita CEU como exemplo

08/11/2004

A prefeita Marta Suplicy participou hoje de encontro internacional realizado em São Paulo que tem como temas "Inclusão Social e Promoção Humana: Estratégias das Cidades para garantia dos Direitos Humanos".

A prefeita defendeu a necessidade de políticas públicas abrangentes para combater a pobreza e a exclusão social.

Para ela, não bastam os programas assistencialistas, nos quais são fornecidos meios de sobrevivência. O importante é encontrar políticas para superar a pobreza. "Foi essa a nossa prioridade ao criar os Centros Unificados de Educação (CEU), escolas que integram a educação básica a atividades esportivas e culturais, como cinema e teatro. Fizemos essas escolas nos distritos mais carentes da cidade porque, para nós, não basta tirar a criança da favela, é preciso tirar a favela de dentro delas", disse a prefeita.

 Escrito por Caio às 13h15
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Rua da Zona Leste sem luz há três semanas


Há três semanas os moradores da Rua César Dacurso Filho, no Parque Buturussu, em Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo, vêm cobrando da Prefeitura reparo na iluminação pública. “Não sei o que houve. Simplesmente as luzes da rua se apagaram”, disse a dona-de-casa Maria Josineide Oliveira Reis, de 23 anos. Ela contou que seu marido telefonou para a Prefeitura pedindo o conserto. “Eles prometeram arrumar em quatro dias, mas não fizeram nada. Minha irmã também ligou”, reclamou.

 

Fonte: Diário de S.Paulo



 Escrito por Conrado às 23h42
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